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Amor e compromisso na familia (Rev Adão Carlos) Sentir-se amado é uma das necessidades básicas do ser humano. E amar alguém é uma das mais gratificantes experiências que poderemos ter. “Por amor, subimos montanhas, atravessamos mares, cruzamos desertos e enfrentamos todo tipo de adversidade. Sem amor, montanhas tornam-se insuperáveis, mares intransponíveis, desertos insuportáveis e dificuldades avolumam-se pela vida afora”.
Mas o amor é um sentimento sujeito a muitas vicissitudes. As nossas condições físicas, mentais e psíquicas podem afetá-lo significativamente. Ele poderá ser abalado por uma dor de cabeça, por uma discussão com alguém ou simplesmente por uma interpretação incorreta de algum fato. Por isso o amor precisa de um alicerce, de uma base, de uma âncora. Para durar, o amor precisa estar alicerçado no compromisso.
Um pastor norte-americano, chamado John Drescher, quando completou trinta anos de casamento, escreveu, juntamente com sua esposa, um livro onde menciona o que gostaria de fazer se pudesse reiniciar o seu casamento. Nesse livro o casal escreveu: “Se estivéssemos, então, começando nosso casamento de novo, iríamos construir sobre o compromisso, um compromisso maior do que qualquer problema a ser enfrentado”.
Esse pacto de construir sobre “um compromisso maior do que qualquer problema a ser enfrentado” devia existir em todas as famílias. A vida em família está sujeita a temporais longos e perigosos, rajadas de ventos impetuosos e ondas altas e ameaçadoras. E se não existir entre seus membros um compromisso de ajuda mútua, de compreensão e de perdão, será muito difícil manter o amor diante das dificuldades, das desilusões e dos perigos.
Esse compromisso deve incluir a obrigação de ajustar-se e de ceder para que os relacionamentos sejam preservados. Ajustar e ceder são duas atitudes básicas para a manutenção da união da família. Ajustar significa adaptar-se a uma situação nova. Ceder significa andar a segunda milha, abrir mão de direitos inquestionáveis. Muitos conflitos na família surgem exatamente porque cada membro quer que o outro se ajuste ou ceda. Mas é você quem deve ajustar-se e ceder. “Quase todo o mundo conhece o tríplice axioma básico: Não se pode mudar a nenhuma outra pessoa por ação direta; só podemos mudar a nós mesmos. Mas, ao mudarmos, os outros tendem a mudar em relação a nós”. Sempre que surgir algum conflito em sua família, procure mudar a si mesmo, adaptar-se e ceder, e os demais membros da família certamente mudarão em relação a você.
Invista em sua família. Compreenda, para ser compreendido(a). Ajude, para ser ajudado(a). Ame, para ser amado(a). Mude, para que os outros mudem em relação a você. Quem investe em sua família investe em sua própria felicidade.
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